Cirurgia Refrativa
O que é ?
Cirurgia refrativa é o tratamento que visa eliminar e/ou diminuir os erros refracionais – MIOPIA, ASTIGMATISMO E HIPERMETROPIA – e assim diminuir a dependência dos óculos.
Quem são candidatos para cirurgia refrativa?
- Pacientes acima de 18 anos;
- Mínimo de 1 ano com relativa estabilidade do grau;
- Exames oftalmológicos normais;
- Pacientes que não apresentam ceratocone;
- Paciente não gestante.
Quais exames pré-operatórios são necessários?
Uma avaliação oftalmológica detalhada é recomendada antes cirurgia refrativa, incluindo:
- Exame do grau (refração);
- Biomicroscopia;
- Tonometria;
- Mapeamento de retina;
- Ceratoscopia Computadorizada da córnea;
- Paquimetria corneana;
- Exame Tomográfico da córnea (quando necessário).
Quais são as técnicas existentes?
A cirurgia refrativa a laser pode ser feita por três técnicas: LASIK, PRK e SMILE.
Nas técnicas LASIK e PRK, a de correção da miopia, hipermetropia e astigmatismo ocorre pelo uso do excimer laser que promove remodelamento preciso da superfície da córnea ao modificar sua curvatura e assim corrigir o erro refracional. Já na técnica SMILE, a correção é feita pelo laser de femtosegundo com confecção de uma lentícula no estroma da córnea.
Outra modalidade de cirurgia refrativa é o implante de lente fácica, indicado quando a cirurgia a laser excede os limites de segurança (principalmente nos altos graus).
Detalhes de cada técnica:
PRK (Ceratectomia Fotorrefrativa)
O PRK é uma cirurgia de ablação da superfície. Nessa técnica, realiza-se uma raspagem para remover o epitélio (camada mais superficial da córnea). Em seguida, aplica-se o excimer laser que irá corrigir o grau e, por fim, coloca-se uma lente de contato gelatinosa terapêutica para auxiliar no processo de cicatrização. Essa lente é retirada na primeira semana de pós operatório.
Devido à raspagem do epitélio, é esperado um desconforto ocular nos primeiros 3 a 5 dias. Mas não se preocupe, os sintomas são aliviados com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios que devem ser usados no pós operatório. A recuperação visual é um pouco mais lenta e a flutuação da visão é comum no primeiro mês, até a superfície corneana estar uniforme e completamente cicatrizada.
LASIK (Laser in situ Keratomileusis)
No LASIK, o laser que corrige o grau é o mesmo usado no PRK. A diferença é que cria-se um flap (“tampa”) na camada mais externa da córnea que é levantado. O excimer laser é aplicado em uma região mais profunda da córnea (estroma) para correção do grau e o flap reposicionado ao final do procedimento. Nessa técnica, o flap protege a região tratada e, na maioria dos casos, não é necessário usar lente de contato para a cicatrização.
A confecção do flap do LASIK pode ser realizado com lâmina (microcerátomo) ou com laser de femtosegundo (FemtoLasik). Esta técnica tem sido cada vez mais utilizada, pois o laser de femtosegundo é mais preciso do que o lâmina, proporcionando uma cirurgia mais segura e precisa.
A recuperação visual no LASIK é mais rápida e o pós operatório menos doloroso em relação ao PRK. Deve-se atentar para não coçar, manipular ou apertar forte os olhos, especialmente na primeira semana, pois pode ocorrer um deslocamento no flap com necessidade de intervenção para reposicioná-lo.
SMILE (Extração Lenticular por Pequena Incisão)
No SMILE é realizado com o laser de femto segundo a confecção de uma lentícula no estroma da córnea com espessura proporcional ao grau a ser corrigido. Essa lentícula é extraída através de uma pequena incisão com cerca de 2-3mm, permitindo um pós operatório confortável com rápida recuperação visual. É um modelo de cirurgia refrativa menos invasiva do que o LASIK e com recuperação mais rápida do que o PRK. É indicado para miopia, astigmatismo ou a combinação dos dois.
Lentes Fácicas
O implante de lente fácica é uma excelente opção para paciente com altos graus e que não podem ser submetidos à cirurgia a laser. Nessa cirurgia é realizado o implante de uma lente dentro do olho, atrás da íris (parte colorida do olho), com poder de corrigir todo o grau. Essa lente é inserida sem que ocorra a remoção da lente natural do olho (cristalino), sendo menos agressiva do que uma cirurgia de catarata em que o cristalino é removido.
Exames adicionais são exigidos para avaliar quem pode ser submetido a essa cirurgia. É necessário ter uma boa densidade de células no endotélio (camada mais interna da córnea), profundidade de câmara anterior adequada (espaço entre a córnea e a íris) e ausência de catarata.



